Saindo da zona de conforto

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20/06/2011 por Marcha das Vadias de Curitiba

Olá à tod@s!
Foi realmente necessário eu escolher sair da minha zona de conforto pra falar com vocês.
Faz um lindo domingo de sol e realmente eu prefiro desfrutar horas relaxando embaixo dele. Ele é o Deus todo poderoso, fonte de calor e de vida. Adoro saudá-lo e adorá-lo.
Mas meu coração me traz a esta tela de computador pro meu exercício diário de uma nova democracia.
Sim, a internet está sendo uma ótima ferramenta para nos mobilizarmos e sairmos do nosso conforto.
Digo isso, porque desejo do fundo do meu coração que a Marcha das Vadias seja mais um estopim assim como a Marcha da Liberdade está sendo para que as pessoas saiam na rua com a sua bandeira, ou seja, não tenham mais medo de dizer o que pensam.
Sim, será uma constante negociação com o sistema que já está estabelecido.
Mas como meu discurso que fiz ontem no colo da linda escultura da Praça 19 de Dezembro já está no ar, preciso dissertar melhor sobre os tópicos por mim levantados.
Me referi a Excelentíssima Presidenta Dilma Roussef e seu discurso de progresso e evolução na compra de uma geladeira.
Apesar de eu possuir uma, fruto de uma compra parcelada nas Casas Bahia, sempre me deparo com a ela vazia (pois não compro carne nem iogurte). Então, logo penso de uma forma poética. A presidenta quer que eu compre uma geladeira pra estocar os cadáveres dos bois que só foram vítimas da destruição nossa floresta? Quer que eu prepare uma deliciosa comida (porque cozinho muito bem, obrigada) e simplesmente transformar a energia cármica de toda a destruição que este sistema falido carrega?
Ter um pouco de consciência e compaixão dói. É necessário dividir a dor. A força sagrada feminina, Mãe Terra, Virgem Maria, Gaia, Onilê, entende e perdoa.
Mas até quando??? Até quando iremos sangrar mensalmente a desgraça do mundo e não usarmos nossa força masculina para subir no salto e protestar?
Ainda não consegui transcender a desgraça de depender do sistema que tanto questiono, assim como todo mundo, que de uma forma cármica também é boiada, incluindo todos que tem poder político.
O que vislumbro é uma oportunidade da boiada se sentir um dia forte enquanto um organismo único e pulsante e forçar a cerca até estourá-la. Existe vida fora da cerca. Não que não exista vida dentro, só que limitada.
E a energia feminina do amor e do perdão está sendo limitada, calada. Precisaremos guerrear pela paz?
Então faremos isso de uma maneira bela, festiva, cheia de alegria e de amor.
Uma celebração pela vida.
Sim, são bem vindos todos os gêneros que nossa espécie criou, nós construímos juntos o sagrado. Nós também somos femininos.
Estava pensando que faltou água e comida pra quem participou da Marcha da Liberdade. Estávamos todos acordados desde muito cedo, e no final da marcha, uma criança me perguntou onde havia água e banheiro. Então, nos demos as mãos e fomos juntas no prédio da Assembléia Legislativa do Paraná tomar água e ir ao banheiro. Mas e a fome? Um vendedor de sorvete salvou momentaneamente nossos desejos estomacais.
Então, pra quem for somar forças no dia 16 de julho, na Marcha das Vadias, peço que leve a comida e a bebida que puder compartilhar. Sim, pode até ser água da torneira. E vamos pedir ao comércio que nos abram seus banheiros na nossa caminhada!
E vamos terminar com um lindo piquenique na Boca Maldita. Pra celebrar não só nossas idéias, mas o alimento que aquieta nosso estômago para nos deixar pensar.
Com amor
Stéphany Mattanó

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