2015

“O aborto só será votado por cima do meu cadáver!”
Essa frase, pronunciada pelo presidente da Câmara dos deputados Eduardo Cunha, demonstra que o Estado brasileiro não se incomoda em passar por cima do cadáver de milhares de mulheres. No Brasil, a cada dois dias, uma mulher morre em decorrência da criminalização do aborto.
Não existe preparo nas instituições públicas para receber denúncias de abusos e violência. O Estado brasileiro não ouve – e nem tem interesse em ouvir – as nossas demandas. Através de um Congresso reacionário, o Brasil tem minado cada tentativa de avanço nas políticas públicas para as mulheres, as pessoas trans, a juventude negra, lésbicas, bissexuais, gays, populações indígenas e comunidades periféricas.
Ainda em 2015 vamos às ruas em busca de dignidade. Ainda marchamos pela não culpabilização da vítima. Ainda marchamos pelo fim do extermínio da juventude negra. Ainda marchamos pela despatologização das identidades trans. Ainda marchamos pela não criminalização da pobreza.
Se você também não se contenta com um Estado limitador, violento e fascista, marche conosco! Traga seu corpo, sua voz, seu grito.
Marcha das Vadias 2015: Vadias Sabotando o Estado!

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